Terça-feira, Abril 02, 2013

A obra e o pensamento de Pinharanda Gomes


Ao longo de meio século, Pinharanda Gomes produziu uma obra ímpar, pela sua extensão e qualidade, no domínio da historiografia do pensamento português, como é reconhecido por todos aqueles que se dedicam ao estudo da nossa reflexão filosófica multissecular.
Desde a Introdução à História da Filosofia Portuguesa (1967), dos sete volumes da série Pensamento Português (1969-1993), de A teodiceia portuguesa contemporânea (1974), A filosofia tomista em Portugal (1978) ou dos três volumes da pioneira História da filosofia portuguesa (1981, 1983 e 1991) – em que, pela primeira vez, a contribuição hebraica e árabe para a constituição de uma tradição especulativa autónoma foram consideradas global e sistematicamente –, até ao volume sobre Os Conimbricenses (1992 e 2005), aos estudos dedicados à Escola Portuense (2005) ou à sua valiosa colaboração em diversos volumes da História do Pensamento Filosófico Português (1999-2004), dirigida pelo Professor Doutor Pedro Calafate, a obra historiográfica de Pinharanda Gomes tem-se caracterizado pela seriedade intelectual, pelo rigor hermenêutico, pela lúcida compreensão reflexiva de obras, autores e correntes, pela clareza expositiva e qualidade literária, que fazem dela um marco essencial nos estudos contemporâneos da nossa história filosófica.
Ao mesmo tempo, não deixou Pinharanda Gomes de realizar significativa obra especulativa própria, em livros e ensaios como Exercício da morte (1964), Peregrinação do Absoluto (1965), Teoria do pão e da palavra (1973), Pensamento e movimento (1974) ou Saudade ou do mesmo e do outro (1976).
Por outro lado, são ainda merecedoras de referência a sua continuada contribuição para o estudo da história e da etnografia da sua região natal e os importantes trabalhos que produziu no domínio da história da reflexão teológica portuguesa e da história eclesiástica do nosso país.

Colóquio «A Obra e o Pensamento de Pinharanda Gomes»

9 de Abril – Auditório Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

14h00 – Sessão de Abertura – Presidida por Maria de Fátima Marinho (Directora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto), José Meirinhos e Maria Celeste Natário.

14h30 – Significado e valor da obra de Pinharanda Gomes – António Braz Teixeira.

15h00 – Entre Filosofia e Teologia

Ângelo Alves – Pinharanda Gomes: na esteira de Leonardo Coimbra, filósofo da liberdade e do amor infinito.

Joaquim Domingues – Um português peregrino.

Jorge Teixeira da Cunha – O pensamento teológico de Pinharanda Gomes.

Miguel Real – Pinharanda Gomes: o peregrino de Deus.

Samuel Dimas – A filosofia teológica de Pinharanda Gomes.

Manuel Cândido Pimentel – Pinharanda Gomes, um pensador religioso.

17h00 – Entre Filosofia e Cultura

Manuel Ferreira Patrício – Sobre o contributo de Pinharanda Gomes para a compreensão da educação portuguesa.

João Bigotte Chorão – Francisco Costa no itinerário de Pinharanda Gomes.

Rodrigo Sobral Cunha – O conhecimento na obra de Pinharanda Gomes.

Rui Lopo – Do exercício da morte ao descobrimento do Homem (para uma definição de cultura).

Renato Epifânio – Da serenidade entre ruínas (a colaboração de Pinharanda Gomes na Nova Águia).

19h00 – Testemunhos e apresentação de obras

Comissão organizadora: Maria Celeste Natário, António Braz Teixeira e Renato Epifânio.

Organização: Instituto de Filosofia da Universidade do Porto e Instituto de Filosofia Luso-Brasileira.

Terça-feira, Março 19, 2013

Greve de fome em protesto contra a injustiça e a desigualdade



"No dia 25 de Março às 18:00 horas, o Presidente do PNR, José Pinto-Coelho, e o Secretário-Geral, João Pedro Amaral, darão início a uma greve de fome, dando o corpo ao manifesto e empunhando o simbolismo da luta contra as múltiplas formas de injustiça e desigualdade de oportunidades que se vivem no Portugal de hoje."

Terça-feira, Março 05, 2013

Nova Casa Portuguesa: Grandes Chefes da História de Portugal apresentado...

Nova Casa Portuguesa: Grandes Chefes da História de Portugal apresentado...: Um dos mais graves problemas do Portugal contemporâneo assenta na sua incapacidade para criar escóis. A quase inexistência de verdadeiras e...

Quinta-feira, Janeiro 24, 2013

Novo número de "Finis Mundi"

Segunda-feira, Novembro 19, 2012

1º de Dezembro

Segunda-feira, Novembro 12, 2012

Festa no próximo sábado

Domingo, Outubro 07, 2012

Conferência dia 13 de Outubro no Porto

Terça-feira, Outubro 02, 2012

Encontro marcado a 6 de Outubro

Terça-feira, Setembro 25, 2012

É dia de "O Diabo"

Segunda-feira, Setembro 03, 2012

A venerável sociedade

«Para quê é quebrarem-nos os ouvidos e a paciência com esse misterioso e impenetrável segredo?… É ele tão bom de adivinhar e decifrar, que dado o caso que uma fragata pejada de Lusos Mações (hoje fosse o dia que tal sucedesse, apesar de que ficaríamos todos às escuras!) abordasse em alguma praia só habitada de selvagens para aí fazer algum ensaio de civilização; creio que antes de quinze dias já os mais obtusos e rombos daquela povoação se diriam afoitamente uns para os outros: Que corja! Que sociedade! Quem dera que nos vissemos livres dessa gentinha, que doce em palavras, e mais azeda que o fel nas obras, nos deixará a todos qualquer dia sem camisa, se porventura lhe não formos à mão enquanto é tempo!»

(Frei Fortunato de São Boaventura, "O Punhal dos Corcundas", n.º 7 (1823), p. 53.)